segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

"True love never dies."


Esses dias eu assiti (mais uma vez) o filme “Divã”.
Adoro esse filme!
Tenho muitos dos diálogos guardados na memória e em lembretes para nunca esquecer.
Um dos meus preferidos é o da “Mercedes” com o “Gustavo”, já no final do filme.
Ela diz a ele que é preciso falar o fundamental. E que o fundamental, normalmente, a gente nunca fala.
Como dizer para uma amiga, o quanto ela é querida e especial.
Ou para os nossos pais, o quanto os amamos e somos gratos por tudo.
O fundamental que a “Mercedes” tem a dizer para o “Gustavo” é obrigada.
E ele, surpreso, pergunta: Obrigada por quê? Eu nunca te dei nada!
No que ela imediatamente replica: Me deu sim. Você me deu tudo. Você me amou, você me achou bonita, você quis casar comigo, quis ter filhos comigo. Você quis dividir tudo comigo.
Ela termina dizendo: Sabe, aquele casal que a gente foi nunca vai deixar de existir.

Hoje eu revi um episódio de uma das minhas séries favoritas: Ally McBeal. Ally é uma advogada, solteira, um tanto confusa, meio louquinha, que conheceu o amor de sua vida quando tinha 8 anos. O romance terminou na faculdade de direito.
Quando ela reencontra esse amor, ele está casado com outra e todos acabam trabalhando juntos na mesma firma de advocacia: Cage & Fish. E eles percebem que ainda se amam.
Então surge a questão. Por que, então, não ficaram juntos? Ele diz que não podia acreditar que tinha encontrado o amor da vida dele aos 8 anos. Ora, qual a chance de isso acontecer, certo?
Claro que tudo é muito mais complicado do que parece, mas o fato é que eles se amavam aos 8 anos de idade. E ainda se amavam aos 30.

Eu também, uma vez, fui amada. E amei. De verdade.
Eu era jovem (começamos quando eu tinha 13 anos), mas eu sei que ele queria tudo comigo.
Foi tão perfeito, mas tão perfeito, que como paradigma da minha vida amorosa, talvez nunca me tenha permitido aceitar ou me conformar com o pouco que depois dele me foi oferecido.
As pessoas dizem que eu sou exigente.
Como eu poderia não ser?
Eu tive tudo. Cedo demais talvez, mas tive.
E o casal que nós fomos nunca vai deixar de existir.
Comprei uma blusa pra ele neste natal.
A blusa traz escrito: “First Love never dies”.
No meu caso é a mais pura verdade.
A menina que eu fui vai ser sempre apaixonada por ele. A mulher que eu sou vai amá-lo para sempre.
O fato dele não existir mais neste mundo é só um detalhe.
Que talvez torne tudo mais romântico.
A minha Quimera.
Talvez se ele tivesse vivido o cristal teria se quebrado com a força da realidade. E do tempo.
Mas não foi assim que aconteceu.
E eu tenho sentido muitas saudades dele.
O meu paradigma. Perfeito. Eterno. Imortal.